Comecei o jogo extremamente confiante no campeão Corinthians. Um time firme na defesa e perigoso no ataque. Talvez tenha eu falhado na confiança. Talvez. Mas o que vi não me assusta.
Ao fim da partida Emerson e Tite deram suas avaliações. O primeiro considerou sem titubear que o Timão havia jogado mal, muito mal. E é fato que o Corinthians não conseguiu controlar a bola, determinar o ritmo da partida, controlar a euforia boquense e errado mais passes que o normal. Também é verdade que o gol dos argentinos surgiu num conjunto grotesco de falhas, de Alessandro que cabeceou para o adversário e do Fábio Santos em esquecer de marcar aquele garoto inofensivo que definiu a partida. Também é fato que na transição ofensiva cedeu à marcação voluntariosa da equipe de Bianchi. Mas será que foi só isso?
Para Tite, não é que o Corinthians tenha jogado mal, é que o jogo não foi de fato jogado. A tese é muito simples. A equipe foi obrigada a disputar a bola, a brigar, em vez de tocar, dar o passe e fazer o gol. Marcar como se marca, nenhum dos dois lados marcou. Esbarravam-se, trombavam-se, chutavam alto sem saber pra onde fosse. Mas será que foi só isso?
Rejeito a ideia de que o Corinthians tremeu com o estádio místico do Boca Juniors. O Corinthians perdeu. Só isso. Simplesmente isso. E perdeu porque de fato não estava concentrado. A distração foi visível. Depois do gol, certo nervosismo por não saber o que fazer diante daquele remendo de time que não criava mas também não deixava criar. Mas também havia um ar de que não tinha problema, pois tem volta.
Não gostei da postura corintiana. Mas não há crise e reconheço. Será que tem volta mesmo?
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