quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Seleção de Felipão

Fiquei ontem à espera da lista na sala dos professores, Secretaria do Trabalho. Mas as conversas foram tão instrutivas e agradáveis que não pude me ater a Lista do Luís Felipe Al Capone. Como não tive tempo para comentar, reservei para agora deixar meu escrito.

Novidades? Quase nenhuma, senão na defesa. Essa sim diferente da Era Mano, até por conta de desfalques, mas com leve pitada de Felipão (está aí algo que não vi em nenhum analista esportivo). Com exceção de David Luís, bem conhecido, me parece a ver jogadores mais cães de guarda, o que faltou entre volantes. Essa é a impressão que tive com Dante, seguro, habilidoso, bastante técnico e aparentemente mais disciplinado taticamente que o jogador dos Blues, já que David Luís gosta de fazer suas saídas pelo meio deixando a zaga aberta.

Com Júlio César, perdemos Diego Cavalieri, o que na minha opinião não é ruim. Júlio é mais experiente e tem saída de bola melhor que o guarda-metas tricolor. Por outro lado, temos outro Diego, o Alves, jovem e que pode vir a ser o nosso titular no pós-2014. Sinal de que Felipão está sim preocupado com a renovação da equipe ao longo dos anos, algo essencial no futebol moderno e disputado de hoje.

Minha tristeza está justamente naquilo que todos vão considerar vitória: o tal camisa 9. Fred é minha opção entre ele e o tricolor paulista Luís Fabiano. Mas eu gostei da seleção sem centroavante. Cada vez mais, esses jogadores fazem trabalhos oportunistas de levar ao gol uma bola perdida, protagonizando lances feios, como os gols de Guerrero no Mundial e outros tantos. Raramente vemos aqueles gols memoráveis. Prefiro um 10 a um 9. Mil vezes. Atacantes recuados, que sabem infiltrar-se, tendo opções pelos lados, fazendo tabelas... Mas, não posso deixar de dar méritos aos dois maiores centroavantes brasileiros.


Enfim, a Seleção perdeu suas novidades e a oportunidade de inovar. Mas ganhou uma equipe que tem tudo pra ser campeã.

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