quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O Soberano voltou!



Pode até achar que eu seja são-paulino, não sou, e até existe no fundo um desejo de que a história de ontem fosse diferente. No fundo, eu queria um 2x0. E muita pressão em La Paz. Mas, a pressão no próximo certame do tricolor na Liberta será apenas do ar rarefeito. Porque de resto: estão tranquilos, tranquilos.

Em seu primeiro jogo de Libertadores, depois de 2 anos sem ver sua competição favorita, o São Paulo atropelou. Não só porque fez os gols necessários, mas porque conseguiu se segurar quando o time boliviano tentou reverter a desvantagem, isso lá aos 11' do 1º Tempo. Méritos do super-xerife Lúcio e para o M1TO são-paulino, que além de tudo marcou o último gol, em cobrança de pênalti. Nos seus 40 anos...

O time boliviano soube tumultuar o meio-campo, impedindo o avanço do time anfitrião, mas não sabia criar. Com técnica muito aquém do necessário, os camisas-azul de ontem tinham simplesmente medo de ficar com a bola, davam passes ruins e que queimavam no pé de quem os recebia. O São Paulo também não se mostrava lá tão a vontade em sua própria casa. Somente depois do segundo gol, aos 20' do 1º Tempo, o Soberano se manteve mais calmo e começou a trabalhar a bola. E no segundo tempo, deixou claríssimo pra quem desconfiava que entrosamento não seria o problema da equipe, usando e abusando da técnica visivelmente superior, trocando passes, tabelando em velocidade. Um show!

Ney Franco é, sem dúvida, quem deve receber as medalhas da noite de ontem. Fiquei preocupado quando vi Lúcio se tornar titular sem brigar por posição e Ganso assumir tão automaticamente a vaga deixada por Lucas. No entanto, nesta última quarta-feira, Ney Franco mostrou que é o verdadeiro comandante do time. Sacou o Ganso, querido, desejado, muito bem pago e aplaudido quando entrou, para garantir Aloísio que eu já admirava no Figueirense e que era uma incógnita para alguns, reservando a armação a Jadson. Jadson realmente precisa ser mais bem visto pela torcida são-paulina.

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