O Poderoso Timão diante do seu maior rival o Alviverde Imponente. O maior clássico da história do futebol paulista entretanto parecia manchado pelo andar dos últimos anos, tão favoráveis ao alvinegro quão desfavoráveis ao palestrino. Sim, de um lado um time B do Brasil, sem craque, sem estrelas, em formação. Do outro, o campeão dos campeões da FIFA, com tantos craques que fica difícil citar um, em equipe de formação antiga e cheia de conquistas. Mas, clássico é clássico!
Não é tão simples assim, o Corinthians é ainda muito superior ao Palmeiras, tanto que o time de Gilson Kleina, que apostou em formação parecida com a do jogo contra Sporting Cristal pela Libertadores, dedicou-se mais taticamente em uma marcação ofensiva que na criatividade, de longe seu ponto fraco. A falta de um atacante característico, uma vez que o clube perdera Barcos, tem forçado o clube do Parque Antártica a rechear o meio campo ofensivo. Nele tínhamos Wesley, Souza, Vinícius (único atacante) e Patrick Vieira, numa espécie de 5-1-4 ou 4-2-4. Uma boa decisão de Kleina para este clássico, uma vez que era frequente se ver a linha de quatro defensiva do Timão acuado por uma linha de quatro ofensiva do Verdão, mesmo assim, não é a formação ideal já que, no jogo da Libertadores, prendeu muito o time.
Do outro lado, o bicampeão mundial começou eletrizante. É um time de estilo muito bem conhecido. Sabe fazer a transição da defesa para o ataque, usa de boas tabelas pelas laterais, belos passes longos, tem criatividade e armação. Fez tudo o que devia fazer no começo do jogo, menos ampliar a vantagem conquistada por Emerson em bola ajeitada de cabeça por Paulo André, GOL aos 17'. Na verdade, o time parou depois que em cruzamento de Wesley, Vilson correu e cabeceou de modo perfeito contra o GOL de Cássio, aos 29'. Tudo igual. Clássico equilibrado?
O torcedor palmeirense pode reclamar de tudo, menos de que seu time não tem raça. Corre, marca, avança. Faz tudo. E tem abusado nas faltas. Pouco antes do apito, já haviam sido marcadas 35 faltas do clube alviverde. E esse esforço aliado a má vontade do Corinthians tem um resultado óbvio: GOL de Vinícius em uma falha grotesca do goleiro Cássio. O lance começou com falta de Ralf sobre Patrick Vieira, sozinho na direita. Wesley cobrou e Cássio, no tempo certo, na direção certa, simplesmente deixou passar a bola que sobrou pro atacante palmeirense virar o jogo.
Aí o jogo voltou a ser interessante. Romarinho entrou e pôs fogo no clássico. Há certos carrascos que merecem o apelido. Romarinho deu velocidade e movimentação a um time parado e lento. Jorge Henrique, posto para a lateral no lugar de Alessandro foi implacável e apoiou bem o ataque. Sheik, já desencantado no seu gol também se dispôs. Então, em lançamento de Cássio para Pato, o atacante dominou de modo deslumbrante, deu para Paulinho que voltou para o reforço milionário. Alexandre tocou para Romarinho que chegava sozinho de fora da área: GOL.
Carrasco é carrasco e vice-versa. O resultado foi bom para ambos. O Palmeiras deixa claro que pode não ser o melhor do mundo mas pode com certeza vencer do campeão do mundo. O Corinthians leva a demonstração de que sabe e pode reagir quando estiver em desvantagem.
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