O Corinthians, ontem (27), jogou sem público. Jogou sem se ver visto, embora fosse. Jogou em profundo espírito de luto, daqueles em que a homenagem rende mais que o choro. E que homenagem!
O esquema tático de Tite superou minhas expectativas. Sempre foi do meu desejo que Renato Augusto e Alexandre Pato fossem titulares ao lado de Danilo e Guerrero. Não só funcionou como deu ao Corinthians o que faltava: beleza. Há tempos, o time do Corinthians não jogava bonito e, a partir de ontem, jogou. Esse é o diferencial de um craque. Para isso é que servem. O esquema também é inovador. Como Pato assumiu a função de segundo atacante - jogando ora ao lado de Guerrero, ora mais recuado, mas sempre por dentro - Renato e Danilo jogaram abertos, revezando-se entre direita e esquerda. Isso prendeu os laterais e deu mais liberdade a Paulinho que vinha caindo de produção. O modelo não foi um esquema pontual e, portanto, deve ser mais usado pelo campeão alvinegro, garantindo evolução à dupla de volantes e mais chances de gol.
O detalhe óbvio do bem que a dupla de atacantes corintianos traz ao time está no resultado, um gol para cada. Alexandre em três jogos como titular marcou dois, mais um em que atuou como reserva. Guerrero segue como artilheiro do time da temporada marcando em todas as vezes em que entrou como titular, quatro, mais um como reserva. Não dava para segurar tamanha competência no banco. Apenas Romarinho tem tido tamanha eficiência, mesmo assim, não garante ao time o tom de qualidade que o reforço milionário tem dado.
Jogo fácil, com direito a elogios para o Timão pela concentração e respeito ao adversário. Milionário mesmo segue sendo o time do Parque São Jorge.
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